História da música

A música é tão velha como a Humanidade; os registos provam que as civilizações da Antiguidade já dispunham de instrumentos tão avançados como a lira ou a tuba, no caso dos Romanos. A componente musical é um elemento essencial na evolução das diversas culturas e civilizações. Contudo, se na atualidade é criticada a excessiva influência anglo-saxónica nas músicas locais (tanto em Portugal como no Irão), as trocas culturais através da música são tão velhas como o tempo. A música popular brasileira e norte-americana são dois exemplos da capacidade de síntese de diversas influências musicais, vindas da Europa e da África.

O século XX assistiu a u566px-Robert_Romanovich_Bahma enorme revolução na música, com o surgimento de meios tecnológicos de reprodução, difusão e gravação de música. O gramofone, o disco de vinil, a cassete e o CD permitiram separar a presença física do músico e o seu trabalho. Com o auxílio do rádio, algumas das maiores estrelas da cultura pop do século XX foram músicos; dos Beatles dizia John Lennon serem “mais famosos que Jesus Cristo”.

Na viragem para o século XXI, a música sofreu uma nova revolução, com o advento da internet, dos downloads e dos sistemas de streaming. Fechando o ciclo, a música deixava de estar confinada ao objeto físico (disco, CD, etc.) e voltava a ser um conceito virtual, tal como era antes da invenção do gramofone, mas agora sob a forma de ficheiros de dados. Qualquer pessoa, em qualquer lugar, poderia aceder a qualquer música, bastando ter uma ligação à internet. Em todo o caso, as controvérsias em torno dos direitos de autor não diminuíram o interesse das pessoas pela música; pelo contrário, nunca como agora houve tantos músicos (profissionais e amadores) e tanto interesse, quer a nível local quer a nível global. Foi um vídeo musical, “Oppa Gangnam Style”, do DJ sul-coreano Psy, o primeiro vídeo do youtube a atingir a marca histórica do bilião de visualizações, em 2012.